Acompanhamos a chegada dos imigrantes venezuelanos que chegaram, nesta terça-feira (25), a Curitiba na “Operação Acolhida”, que é um esforço conjunto do governo brasileiro com as agências da ONU para Refugiados (ACNUR) e Migrações (OIM), e que também conta a participação das Forças Armadas, responsável pelo transporte e segurança dessas pessoas.

 

São pessoas que solicitaram refúgio ou residência no Brasil e aceitaram participar do processo de “interiorização” promovido pelo Governo Federal. Elas passaram por exames de saúde, fizeram a regularização de documentos, inclusive com CPF e carteira de trabalho.

A “Operação Acolhida” não termina com a chegada dessas pessoas. Ela não pode ser apenas a transferência de uma região para outra do Brasil. A ação continua como um esforço conjunto de diversas entidades, do poder público municipal, mas também de empresas e cidadãos que se solidarizam, que oferecem alimento, roupa, trabalho e amizade.

 

Em Curitiba, a Caritas (entidade ligada à Igreja Católica) é responsável pelo abrigo, organizado na Casa de Encontro dos Freis Carmelitas, na Vila Fanny. A Caritas já atendeu cerca de 100 imigrantes que vieram por conta própria tentar a vida em Curitiba.

 

Francisco Cota, bispo-auxiliar da Arquidiocese de Curitiba, lembrou que a acolhida do povo venezuelano, realizado, neste caso, por membros da Igreja Católica, está além da religião. Não se faz o bem para este ou aquele credo. Não se olha para aquelas pessoas como cristãos, mas como seres humanos.

 

Que possamos olhar para este novo grupo de imigrantes que chega à nossa cidade, independente das circunstâncias políticas e econômicas que os trouxeram até aqui, como pessoas, irmãos e irmãs que trazem seus conhecimentos, sua cultura, sua força e sua esperança. O povo curitibano, formado por tantos povos, certamente será́ hospitaleiro.

 

Fotos Bruno Covello

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