Encaminhadas pelo deputado Goura, lideranças e integrantes das comunidades indígenas se reuniram, nesta terça-feira (26), com o procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho (MPT) do Paraná Gláucio Araújo de Oliveira para tratar do não pagamento dos salários dos servidores das prestadoras de serviços da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs)e das Casas de Apoio ao Índio (CASAI).

 

“Pedimos esta reunião para atender uma reivindicação dos indígenas, que estão mobilizados contra a proposta do Ministério da saúde de municipalizar os serviços de atenção básica de saúde dos povos indígenas oferecidos pela Sesai e para denunciar a falta de pagamento dos salários dos servidores”, disse Goura.

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O procurador Gláucio Oliveira disse que receber os indígenas estaria dentro das prerrogativas do MPT de fazer valer os direitos dos trabalhadores e formalizou um ofício ao procurador-geral do MPT Fábio Goulart Villela, no Rio de Janeiro (RJ), para tomar ciência dos fatos narrados pelos indígenas e tomar as providências cabíveis.

 

“Encaminhamos este ofício e telefonamos ao procurador-geral para informar sobre esta situação. Ele se comprometeu em averiguar a situação e tomar as providências necessárias. Também nos contou que não tinha conhecimento dos fatos e que nenhuma das procuradorias regionais tinha informado algo sobre a situação da saúde indígena e dos não pagamentos”, contou Oliveira.

 

MINISTRO NEGA MUNICIPALIZAÇÃO

O ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta afirmou, na terça-feira, que determinou a liberação imediata dos recursos dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) e negou a municipalização da saúde indígena. “O Ministério da Saúde não vai acabar com a saúde indígena, nem com os DSEI’s e nem possui qualquer estudo para municipalizar ou estadualizar o sistema”, disse Mandetta.

 

Confira aqui a matéria no site da Funai.

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