O deputado Goura participou, nesta quinta-feira (25), em Maringá, da reunião do Comitê de Estímulo ao Parto Normal, que foi implantado pela Lei Municipal nº 9.906, e tem como objetivo promover ações de incentivo ao parto normal para reduzir o número de cesáreas no município. Além de integrantes do comitê, o encontro contou com a participação do secretário municipal da Saúde, Jair Biatto.

“Maringá é um exemplo para o Paraná e para o país ao criar este comitê e ter como uma política pública o estímulo ao parto normal. A questão do parto humanizado é uma das pautas do nosso mandato, por isso, a importância de ter participado desta reunião”, disse Goura. Segundo ele, iniciativas como esta devem ser ampliadas para todo o estado.

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O secretário Biatto disse que o comitê quer promover a saúde da mulher e da criança por meio de campanhas visando a redução da mortalidade materno-infantil, o aumento dos índices de parto normal e a integração das ações de estímulo ao parto normal em Maringá. “A lei foi o primeiro passo. Precisamos agora mudar uma cultura que existe em vários setores da saúde para realmente humanizar o parto de forma mais ampla possível”, disse Biatto.

Para a coordenadora da Saúde da Mulher da Secretaria Municipal, Lucineia da Silva Lucas, a cesariana não pode ser um bem de consumo e os altos índices encontrados no estado e no país precisam ser revertidos. “Só com políticas públicas e ações de conscientização vamos poder mudar esta realidade”, comentou. Luana Gois, da ONG Obra do Berço, acredita que só com acesso à informação se pode enfrentar o problema. “Sem isso continuaremos a ter cesarianas sem necessidade”.

Goura apresentou aos participantes a cartilha sobre violência obstétrica produzida pelo mandato. “Nosso objetivo é promover a humanização do parto e o fim da violência obstétrica. Queremos esclarecer as pessoas e por isso fizemos esta cartilha. Os dados foram atualizados e fizemos esta versão para atender os municípios de Maringá e Londrina”, explicou.

O deputado também contou que estuda a criação de um projeto de lei para as doulas e outro para que as maternidades tenham as enfermeiras obstetras presentes e atuando nos partos. “Também queremos trabalhar pela criação de Casas de Parto no Paraná, que seriam locais de acolhimento, conscientização e realização de partos humanizados”.

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