Lembrando que o Paraná registrou 2.338 mortes no trânsito em 2018, o deputado estadual Goura falou durante a cerimônia de abertura da campanha Maio Amarelo 2019, na sede da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Curitiba, nesta quinta-feira (2). “Não faz sentido que tantas vidas continuem sendo perdidas na violência do trânsito. O Maio Amarelo deve ser um mês de reflexão”, disse.

 

Após conhecer alguns números da estatística divulgada pelo Detran-PR, Goura se alarmou com o aumento de mortes de ciclistas no estado, em 2018. “Além de já ser absurdo 2.338 mortes no trânsito do Paraná, mesmo que represente uma queda de 8% em relação a 2017, o aumento de 47% nas mortes de ciclistas é uma tragédia inadmissível. As mortes passaram de 98 para 144. Não podemos mais admitir isso e temos que agir para reverter esta situação”, alertou.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Goura disse na abertura do Maio Amarelo que são necessárias ações na prática e urgentes para diminuir a violência no trânsito e diminuir as mortes. “Nosso ideal é a morte zero no trânsito. Nenhuma morte é aceitável. São necessárias medidas que priorizem a segurança de pedestres e ciclistas no trânsito. Só assim teremos redução, com investimentos em educação no trânsito, com menos mortes para todos, de motoristas, ciclistas e pedestres.”

 

Audiência Pública Maio Amarelo

O deputado lembrou que na quarta-feira, dia 8 de maio, a partir das 8h30, no Plenarinho da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), acontece a audiência pública sobre o Maio Amarelo, em parceria com o deputado Recalcatti. “Faremos esta audiência discutir como mudar este quadro. É importante que a sociedade e o poder público debatam e encontrem soluções para diminuir e acabar com a violência no trânsito”, disse.

 

“Precisamos nos mobilizar para evitar que tantas vidas sejam perdidas no trânsito por imprudência, falta de conscientização e planejamento estrutural”, afirmou Goura. Ele explicou que o movimento do Maio Amarelo tem como proposta chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo e que visa diminuir o número de acidentes no trânsito e preservar a vida.

Detran-PR

O diretor-geral do Detran-PR Cesar Kogut também chamou a atenção para o número elevado de mortes no Paraná. “Nós temos um índice muito grande de mortes no trânsito. São cerca de 20 mortes a cada 100 mil habitantes”, afirmou. Segundo ele, um dos focos nesta edição do Maio Amarelo é alertar para o aumento de mortes em acidentes envolvendo ciclistas e motociclistas.

Campanha 2019

O tema da campanha do Maio Amarelo 2019 são as crianças como formadoras de opinião. O Detran usará a televisão e as mídias sociais para chegar à população com recados importantes e conselhos para os pais. Como por exemplo, “pai, atenda o celular depois da viagem” ou “não pode passar pelo sinal vermelho”. “A criança é o canal mais forte com a família. E ela que pode fazer com que todos mudem o comportamento”, disse Mauro Gil, vice-presidente do Observatório Nacional de Segurança Viária.

 

Mortes Curitiba

Segundo dados do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran), em 2018 foram 47 mortes por acidentes de trânsito, em Curitiba, contra 54 no ano anterior, com redução de 12,9%. O número de pessoas feridas também caiu, passando de 4.970 em 2017 para 4.684 no ano seguinte. Os acidentes também passaram de 6.370 em 2017 para 5.680 em 2018. Segundo o comandante-geral da Polícia Militar do Paraná, coronel Péricles de Matos, Curitiba tem cerca de 15 acidentes por dia com feridos, uma morte por semana..

Mortes no Brasil

No Brasil foram registradas 37.345 mortes de trânsito em 2016, segundo o último ano com dados disponíveis no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde. Relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostra que o Brasil aparece em quinto lugar entre os países recordistas em mortes no trânsito, atrás somente da Índia, China, Estados Unidos e Rússia.

Mortes no mundo

Os acidentes de trânsito matam cada vez mais pessoas em todo o planeta, com 1,35 milhão de óbitos por ano, alerta a Organização Mundial da Saúde (OMS), preocupada com a falta de medidas de segurança nos países mais pobres. a meta estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU), que prevê redução de 50% no número de vítimas em 10 anos, contados a partir de 2011

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here