VAIDADE DO PREFEITO NÃO PODE COMPROMETER SEGURANÇA DE CICLISTAS* EM CURITIBA

* Pode-se ler também como pedestres.

Quantas ocorrências com feridos e mortos envolvendo ciclistas precisam acontecer para que o prefeito Rafael Greca entenda que não é a vaidade dele que deve determinar a política de mobilidade urbana em Curitiba? Que nem tudo é culpa do antecessor? E que compromissos assumidos devem ser honrados? Vamos esclarecer tudo, nos acompanhe na leitura:

O prefeito sabe que há uma lei que estabelece a Política Nacional da Mobilidade Urbana (Lei 12.587/2012). Lei que prioriza o transporte público coletivo sobre o individual motorizado e o não-motorizado sobre os motorizados, os pedestres e os ciclistas. Depois os carros. Que a política de mobilidade, então, não é só asfalto, que é bem-vindo onde é necessário, mas a prioridade é a mobilidade ativa.

ATROPELAMENTO E MORTE DE CICLISTA EM 12 HORAS

Pois bem, num intervalo de menos de 12 horas, entre a noite de terça (17) e a manhã de quarta-feira (18), em Curitiba, tivemos duas ocorrências envolvendo ciclistas, com uma morte e um atropelamento. (Confira a matéria aqui: https://goo.gl/7dKrVV )

O mais grave: a morte do ciclista aconteceu no cruzamento da Rua Baltazar Carrasco dos Reis com a Desembargador Westphalen, por volta das 6 horas. Este é um trecho da Ciclorrota PUC-Portão, implantada pela Prefeitura de Curitiba em março de 2015, na gestão Gustavo Fruet.

Questionada, a prefeitura deu de ombros e disse, em nota enviada aos veículos de comunicação, que as ciclorrotas “foram implantadas como projeto-piloto na gestão anterior que decidiu não dar sequência, talvez pela baixa demanda.” (Leia aqui as reportagens que reproduziram trechos da nota: CBN https://goo.gl/eUgMmZ e Paraná Portal: https://goo.gl/mVFDjc ).

CICLORROTAS NÃO SÃO PROJETO-PILOTO

Um absurdo e uma contradição. Isso porque, não faz pouco tempo, a gestão Greca disse, no caso das reivindicações dos moradores do Santa Quitéria, revoltados com os impactos negativos da implantação do binário das ruas João Alencar Guimarães e Major França Gomes, que iria implantar uma ciclorrota para atender os moradores. Confira a matéria do site da Prefeitura de Curitibahttps://goo.gl/Rur3R8 .

O descaso fica ainda mais evidente quando a prefeitura não responde nenhum dos nossos requerimentos para que a sinalização horizontal da Ciclorrota PUC-Portão fosse refeita. Foram dois: o primeiro em 11 de abril de 2017 (Aqui: https://goo.gl/bnpiBs ) e o segundo no mesmo dia e mês de 2018 (Aqui: https://goo.gl/62b9wM ). Dois pedidos que melhorariam a segurança dos ciclistas que usam a ciclorrota foram solenemente ignorados.

PREFEITO NÃO HONRA COMPROMISSOS ASSUMIDO NAS ELEIÇÕES DE 2016

E é o que choca mais, pois evidencia o descaso do prefeito Rafael Greca com os compromissos que assumiu enquanto candidato em 2016 contidos na Carta Compromisso da CicloIguaçu (Aqui: https://goo.gl/eU7fPn), que, entre outras coisas, falava em não ter retrocessos na política de mobilidade; de manter os avanços conquistados com a infraestrutura cicloviária e de ampliar ainda mais estes equipamentos.

Na campanha, nos materiais impressos, na televisão e na internet, o candidato Greca se esbaldou em falar de ciclomobilidade e que faria tudo para que Curitiba tivesse a melhor infraestrutura cicloviária do país. Pois é, ficou só no blefe. E enquanto isso a segurança dos ciclistas na nossa cidade está cada vez pior!

Nas fotos: os ofícios; as imagens das ocorrências com ciclistas e a propaganda do Greca.

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