Emergência hídrica na Região Metropolitana de Curitiba será debatida em audiência pública no dia 13 de agosto

Fotos: Lineu Filho

A estiagem prolongada e suas consequências, como o rodízio no abastecimento de água que afeta Curitiba e os municípios da Região Metropolitana, serão temas da audiência pública on-line “Emergência Hídrica e o Abastecimento de Água na Região Metropolitana de Curitiba”, que será realizada no dia 13 de agosto, a partir das 9h30, na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).

A proposta foi definida após uma videoconferência realizada, nesta quinta-feira (30), entre o presidente da Comissão de Ecologia, Meio Ambiente e Proteção aos Animais, deputado estadual Goura (PDT-PR), e o diretor de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar, Julio Cesar Gonchorosky.

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Situação grave

“A emergência hídrica que estamos vivendo é muito grave. É preciso que a sociedade tenha acesso a todas as informações sobre quais medidas estão sendo tomadas para resolver o problema”, diz Goura. “Também precisamos saber e apontar soluções para que esta situação não se repita futuramente.”

O deputado explica que a audiência pública vai permitir um debate amplo com a participação de representantes do Governo do Estado, da Sanepar, dos consumidores e de outros interessados em aprofundar as discussões sobre as causas e as soluções para a crise hídrica.

Audiência Pública

O diretor de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar diz que essa audiência pública vai tornar pública as ações da empresa no enfrentamento da crise hídrica e detalhar os critérios que determinam como funciona o rodízio no abastecimento de água na Região Metropolitana de Curitiba.

“É uma estiagem histórica e os volumes de chuvas estão 60% inferiores à média histórica nos últimos meses. O rodízio é uma necessidade e pelo atual cenário se prolongará por pelo menos mais um ano”, alertou Gonchorosky. “Por isso, esta audiência pública será fundamental para esclarecer todos sobre o problema.”

La Niña

Segundo o diretor da Sanepar, o cenário não é otimista e as previsões apontam para o prolongamento da estiagem para os próximos meses. “Mesmo no período de que seria de chuvas, a partir de outubro, as previsões apontam baixos níveis de chuvas, por conta do fenômeno chamado de La Niña”, explica.

Gonchorosky disse os níveis dos quatro reservatórios de água para abastecimento público registram, neste 30 de julho, a preocupante média de 40,72%. “E a perspectiva de que possa a vir melhorar nos próximos meses não condiz com a realidade”, diz ele.

Níveis baixos

Na Barragem do Iraí, a primeira a ser utilizada pela Sanepar, o nível é de 11,17%, na do Passaúna, o nível é de 34,29%; em Piraquara I, 20,76%; e Piraquara II, que é a última a ser utilizada, está com 99,66%. “Nos últimos 10 anos, as barragens não tiveram níveis tão baixos.”

Rodízio

Desde março, Curitiba e a Região Metropolitana tem enfrentado o rodízio no abastecimento de água. “Com o rodízio, as regiões definidas ficam um dia sem água e quatro com água”, explica Gonchorosky. “É necessário e importante que se economize água. Se não for feito isso, em pouco tempo teremos racionamento, uma situação muito pior para as pessoas.”