Publicado há 2 meses

O presidente da Comissão de Ecologia, Meio Ambiente e Proteção aos Animais da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado Goura (PDT), solicitou ao Governo do Estado a implantação de uma unidade da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente em Cascavel. A iniciativa reforça o pedido de criação da delegacia feito pelo vereador Serginho Ribeiro (PDT) e que foi aprovado, em 22 de janeiro, na Câmara Municipal de Cascavel.

Polo agropecuário da Região Oeste do Paraná, o município da Região Oeste do Paraná aumentou sua planta industrial e passou a ser uma importante rota de transporte de mercadorias e produtos químicos. Com isso, a preocupação com o meio ambiente cresceu na mesma proporção.

“A instalação de uma Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente se faz necessária e urgente porque Cascavel conta com a presença de inúmeras nascentes, áreas de preservação e da Unidade de Conservação Ecológica Paulo Gorski, além da proximidade ao Parque Nacional do Iguaçu”, justificou o deputado Goura.

Ele destacou que é função da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente adotar medidas necessárias para investigação, prevenção, repressão e apuração de infrações penais lesivas ao meio ambiente, incluindo-se os atos lesivos à fauna, pesca, flora, poluição, ordenamento urbano e patrimônio cultural.

Conforme argumentou o deputado Goura, no expediente encaminhado ao secretário estadual de Segurança Pública, Coronel Rômulo Marinho Soares, “o fortalecimento das instituições governamentais voltadas ao enfrentamento dos crimes ambientais, por meio da adoção de arrojadas estratégias de gestão pública, é indispensável para a promoção do desenvolvimento sustentável e a prevenção de crimes desta natureza”.

Leia a íntegra do requerimento clicando na imagem abaixo:

Proteção aos animais
Outra preocupação dos parlamentares é o crescente número de caso de maus-tratos aos animais, cuja investigação também é de responsabilidade da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente. O vereador Serginho Ribeiro relata que em Cascavel os casos são cada vez mais corriqueiros, porém, acabam não sendo investigados e por isso os infratores não são indiciados pelos crimes.

“Muitas vezes os crimes contra o meio ambiente e contra os animais são deixados em segundo plano porque as delegacias não contam com estrutura suficiente e estão abarrotadas por investigações referentes a outras áreas. Por isso, estes crimes acabam em impunidade, declarou Ribeiro.