Goura participa de mutirão de plantio nas comunidades quilombolas Feixo e Restinga e de festa do Assentamento Contestado na Lapa

Nesta sexta-feira e sábado (10 e 11) o deputado estadual Goura (PDT)  cumpriu importantes agendas no município da Lapa (PR). Na sexta-feira foi realizado mais um mutirão de plantio de mudas de araucária, dessa vez nos territórios quilombolas Feixo e Restinga. O sábado foi dia de comemorar o aniversário de 24 anos do Assentamento Contestado, sede da Escola Latina Americana de Agroecologia (ELAA) e da Cooperativa Terra Livre, 100% agroecológica.

 

 

Mutirão nas comunidades quilombolas Feito e Restinga

O mutirão de plantio de mudas de araucárias é uma ação do Mandato Goura  em parceria com o Viveiro Porto Amazonas, que doou as mudas, e com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR), que disponibilizou um engenheiro florestal para supervisionar o plantio e falar sobre enxertia de araucária.

A ação, realizada na sexta-feira pela manhã, reuniu cerca de 50 pessoas e contou com o apoio dos moradores das comunidades quilombolas, da ex-prefeita da Lapa e agrônoma do IDR, Leila Klenk, e outros técnicos e técnicas do IDR.

O Viveiro Porto Amazonas disponibilizou 120 mudas de araucárias enxertadas e 300 mudas de araucárias comuns. Diferente das comuns, que levam cerca de 20 anos para começar a produzir, as enxertadas começam a produzir pinhão dentro de aproximadamente seis anos.

 

 

Reivindicações

Na ocasião, a Associação Quilombola e Afrodescendente da Restinga entregou ao deputado Goura um documento contendo uma série de reivindicações para a comunidade. Entre elas destacam-se a isenção tarifária de pedágio, uma vez que, para ter acesso à sede da cidade da Lapa, os moradores precisam obrigatoriamente passar pelo pedágio; cessão de terreno para construção de sede Quilombola; construção de biofossas; monitoramento de segurança na Comunidade Quilombola Restinga e cobertura nos pontos de ônibus.

A Lapa possui três comunidades quilombolas reconhecidas pela Fundação Palmares: Restinga (e Porteiras) com cerca de 170 famílias, Feixo, com cerca de 400 famílias, e Vila Esperança, com aproximadamente 50 famílias. Essas comunidades enfrentam dificuldades relacionadas a saneamento básico, energia elétrica e habitação entre outras.

“É uma honra conhecer essa luta e poder contribuir para o avanço dessas pautas. Um mandato só tem sentido se estiver próximo do povo e de suas lutas. Vamos cobrar do Estado tudo o que for política pública porque o poder público tem que estar próximo do povo”, afirmou Goura ao ressaltar que é muito significativo iniciar o segundo mandato com uma ação de plantio em comunidades quilombolas.

 

 

Assentamento Contestado

No sábado Goura participou da confraternização em comemoração aos 24 anos do Assentamento Contestado. O ato foi marcado por um momento político, com falas de várias lideranças, e depois por um momento festivo, com mística, música, feira, plantio simbólico de araucária e um grande almoço na comunidade.

“Eu quero reafirmar o compromisso do nosso mandato com a agroecologia com uma Curitiba e com um Paraná livre de agrotóxicos com um Paraná agroecológico, com um Paraná que respeita políticas públicas para os quilombolas, para os povos indígenas, para os faxinalenses, para todos aqueles que fazem essa história que é invisibilizada na história oficial”, afirmou Goura.

 

 

Em fevereiro de 1999, 108 famílias ocuparam uma área rural, no município da Lapa, pertencente ao grupo Incepa, que contraiu dívidas com a União e com vários bancos. Meses depois a área foi destinada à reforma agrária e hoje a comunidade conta com mais de 160 famílias que tem a agroecologia como modelo de produção.

A comunidade é sede da Escola Latina Americana de Agroecologia (ELAA) e criou a Cooperativa Terra Livre, 100% agroecológica. A ELAA é uma escola da Via Campesina da classe trabalhadora e dos movimentos sociais. Ela foi criada em 2005 com trabalho coletivo e voluntário.

Segundo informações do MST Paraná, o Coletivo Marmitas da Terra faz mutirões de trabalho na agrofloresta do Assentamento, onde colhem verduras, legumes e hortaliças para as marmitas e outras cozinhas comunitárias. Os alimentos também foram doados em campanhas de solidariedade em comunidades de Curitiba e Região Metropolitana.

Lei mais sobre o Assentamento Contestado aqui.