Mandato Goura

MST recebe homenagem do deputado Goura (PDT) por ação de plantio de palmeira Juçara

Para homenagear ação de recuperação da Mata Atlântica, o deputado estadual Goura (PDT) entregou, nesta terça-feira (11), na Assembleia Legislativa (Alep), ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra no Paraná (MST/PR) e a outras organizações pelo lançamento de quatro toneladas de sementes da palmeira Juçara em uma área de 67 hectares de reserva legal da Comunidade Dom Tomás Balduíno, no município de Quedas do Iguaçu, Região Centro-sul do estado.

 

Goura também protocolou Projeto de Lei que dispões sobre a valorização da palmeira Juçara e práticas culturais associadas. “Peço o apoio de todos os parlamentares para defender a palmeira Juçara, hoje ameaçada de extinção, e participarem da construção coletiva desse projeto de lei para que a Mata Atlântica seja repovoada pela palmeira Juçara que serve de alimento para a fauna e para nós”, afirmou o deputado.

 

Leia aqui a íntegra do Projeto de Lei.

 

 

Palmeira Juçara 

 

A palmeira Juçara, espécie importante da Mata Atlântica classificada com vulnerável, está na Lista Oficial de Espécie da Flora Brasileira em Extinção. Em torno da juçara se desenvolvem diversos processos ecológicos essenciais, como alimentação da fauna e a sucessão ecológica, além de integrar culturalmente povos originários e camponeses. A palmeira Juçara é considerado um alimento de alta qualidade e valor nutricional.

 

O PL tem como objetivo destacar o uso da juçara como produto agroecológico capaz de suprir necessidades nutricionais, ecológicas, econômicas, sociais e culturais, contribuindo para restituição da espécie em seu bioma.

 

Menção Honrosa

 

A entrega de Menção Honrosa foi estendida a todos os órgãos que apoiaram a ação do  MST. São eles: Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e de Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA/PR), Polícia Rodoviária Federal (PRF), ITAIPU Binacional, Laboratório Vivam de Sistemas Agroflorestais da Universidade Federal da Fronteira Sul – Campus Laranjeiras do Sul (UFFS/LS), Centro de Desenvolvimento Sustentável e Capacitação em Agroecologia (CEAGRO), Cooperativa de Crédito Rural de Pequenos Agricultores e da Reforma Agrária do Centro-Oeste do Paraná (CREHNOR), Agroecology Fund (AEF), Instituto Água e Terra (IAT/PR), Prefeitura Municipal de Quedas do Iguaçu e Câmara Municipal de Quedas do Iguaçu.

 

 

Realidade da região

 

Mais de 2,5 mil famílias vivem atualmente na região, que fica nas encostas alagadas do Rio Iguaçu, que se estabeleceu após a construção da represa da Usina de Salto Osório e mudou a geografia e o ecossistema local. O monocultivo de pinus e eucalipto por empresas também provocou a degradação do local.

 

Além do resgate da espécie e do bioma Mata Atlântica, a disseminação da palmeira Juçara reflete o avanço da utilização do seu fruto como fonte de renda para as famílias da região.

 

Na Comunidade Dom Tomás Balduíno, onde vivem 580 famílias, a família de Graciely Lima Gomes e Josué Gomes, é uma das únicas que sobrevive dos frutos da juçara. Josué desenvolveu uma técnica que permite que ele suba nas palmeiras, que chegam  a 20 metros de altura, para colher os frutos, conhecido como açaí de juçara.

 

A colheita é beneficiada e transformada em produtos como polpa, sorvete, picolé, geleia e outros. A comercialização é feita nas feiras, coletivos e sorveterias. “Tem mais famílias que estão em áreas onde tem juçara, mas só nós é que vivemos da renda da juçara”, explicou Josué ao falar da dificuldade da colheita do fruto.

 

Conforme ele explicou, a comunidade já encontrou uma estrutura que auxilie na colheita e tem o projeto para compra de pelo menos cinco equipamentos que custam em torno de R$ 1,9 mil cada. Porém, ainda faltam recursos.

 

“O valor é baixo se comparado ao benefício, porque é uma estrutura que permite a colheita lá no alto sem ter a necessidade de subir, como eu faço hoje”, avaliou ao explicar que ele utiliza um equipamento semelhante ao usado para subir em postes. “Mas exige um esforço físico muito grande, porque eu tenho que subir e descer várias vezes”, contou.

 

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