O Mandato Goura se reuniu com representantes da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), da Associação Aliança Bike e da Associação dos Ciclistas do Alto Iguaçu (Cicloiguaçu) para discutir a realização de um mapeamento de todo o setor que envolve a economia da bicicleta no Paraná.

 

A intenção é aproveitar o potencial e a tendência de crescimento do uso da bicicleta, impulsionado pela pandemia, para o fortalecimento de toda a cadeia deste modal nos próximos anos, inclusive com o incentivo para a criação de novas rotas de cicloturismo e investimentos em mobilidade urbana que garantam o uso seguro da bicicleta como meio de transporte.

 

Neste sentido, o deputado Goura (PDT) afirma que, com planejamento e ação estratégica, é possível potencializar ainda mais o setor e fortalecer toda a cadeia produtiva, que vai desde as indústrias de produção de peças e montagem ao comércio varejista.

 

Indústria da bicicleta no Paraná

 

Conforme dados de 2019 repassados pela Aliança Bike, das 375 indústrias de bicicletas do Brasil (fabricação e montagem), 80 estão no Paraná. Apesar de ser o segundo estado em número de empresas, perdendo apenas para São Paulo, é o quarto em produção, uma vez que o Amazonas e Santa Catarina, são também grandes polos do setor.

 

O mesmo levantamento aponta que a indústria da bicicleta gera 733 empregos diretos no Paraná. São Paulo é o que mais gera, com 3.781 postos de trabalho direto, seguido por Manaus com 1040 e Santa Catarina com 857 empregos diretos.

 

A Aliança Bike explica que “além do aumento no número de estabelecimentos, ocorreu uma multiplicação de cidades produtoras de bicicletas, peças e componentes no país, saltando de 88, em 2006, para 174 municípios produtores em 2018.”

 

Comércio Varejista

 

Quando falamos do comércio varejista, o Paraná ocupava o terceiro lugar em número de estabelecimentos em 2018, com 594 comércios que empregavam diretamente 860 pessoas com uma média salarial de R$ 1.548,54.

 

Porém, o pesquisador e diretor executivo da Aliança Bike, Daniel Guth, destaca que o número de empregos gerado pode ser maior devido a informalidade do setor. “Além disso, sócios não entram como empregados e em muitos casos pai, mãe e filho trabalham juntos”, afirmou.

 

Parceria

 

Esta foi a segunda reunião entre o Mandato Goura e a Fiep com o objetivo de estabelecer parcerias para o fortalecimento da economia da bicicleta. Com base nos dados apresentado pela Aliança Bike, a Fiep vai fazer um mapeamento dessas das indústrias do setor.

 

Lembrando que, segundo Daniel Guth, os dados representam apenas as empresas formais. “O setor é muito disperso e muito informal. Ano a ano a formalização vem caindo. Hoje temos cerca de 80% no mercado formal”, afirmou.

 

Paralelamente a esse mapeamento, o Mandato Goura vai buscar junto ao Governo do Estado informações que possam subsidiar o desenvolvimento de projetos que impulsionem o setor.

 

“Já fizemos um questionamento para o Governo do Estado sobre essa questão da produção das peças para saber o que é produzido aqui e o que vem de fora”, afirmou o chefe de gabinete do Mandato Goura, Ivo Reck.

 

Além de Daniel Guth e Ivo Reck, participaram da reunião, realizada de forma remota, a gerente de Relações Governamentais do Sistema Fiep, Letícia Yumi de Rezende, e os representantes da Cicloiguaçu, Felipe Roehring Pacheco e Marcos Carvalho.

 

Crescimento da Economia da Bicicleta

 

O crescimento da economia da bicicleta foi tema de uma live entre Goura e Daniel Guth no dia 15 de março. Na ocasião eles conversaram sobre a redução de impostos da bicicleta no Brasil e todo o potencial econômico desse mercado, que só cresce desde o início da pandemia.

 

Você pode rever esse bate-papo no link abaixo: