É preciso políticas públicas que promovam a inclusão das mulheres nos espaços públicos e privados

O principal encaminhamento resultante da audiência pública “Mulheres e Cidades Inclusivas”, que reuniu, no dia 9 de março, na Assembleia Legislativa, arquitetas, urbanistas e estudiosas para apontar problemas na forma em que o poder público pensa e desenvolve o espaço urbano, é a indicação que sejam elaboradas leis e políticas públicas para a criação de regras mais claras nos planos urbanísticos, que contemplem de fato as necessidades femininas e promovam a inclusão das mulheres nos espaços públicos e privados.

Foram destacados nos encaminhamentos a elaboração de ofício solicitando a criação de espaço para crianças / filhos de funcionários na Assembleia Legislativa; a elaboração de um projeto de lei definindo as definições e os objetivos de “cidades inclusivas para mulheres”, conforme os temas debatidos na audiência pública. Também se definiu que será feita homenagem às primeiras arquitetas formadas no Paraná.

O deputado estadual Goura (PDT), um dos proponentes da audiência junto com os deputados Ademar Traiano (PSDB) e Mabel Canto (PSC), destacou que é preciso que o poder público tenha como uma das prioridades o problema da falta de políticas públicas para a inclusão das mulheres. “Os projetos, por exemplo, financiados com dinheiro do Governo do Estado deveriam respeitar exigências para inclusão da mulher para liberação de financiamento, como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) já o faz”, comentou Goura.

Os participantes da audiência destacaram que é preciso pensar as cidades do futuro para que sejam acolhedoras e inclusivas às mulheres. “É preciso que as cidades sejam mais seguras, democráticas e justas para as mulheres”, afirmou Goura.

Assista ao vídeo com a reportagem da Comunicação da Alep sobre a audiência:

E aqui a íntegra da audiência: