Mandato Goura

Goura sugere que Frente Parlamentar Ambientalista cobre do Governo do Paraná ações efetivas em relação às mudanças climáticas

O presidente da Frente Parlamentar Ambientalista do Paraná, deputado estadual Goura (PDT), participou, nesta quarta-feira (13) de uma reunião da Frente Parlamentar Ambientalista do Congresso Nacional juntamente com o Instituto Clima e Sociedade- ICS e o Centro Brasil No Clima- CBC.

 

Goura falou dos problemas enfrentados no Paraná e solicitou à Frente Parlamentar Ambientalista Nacional que faça uma indicação ao Governo do Estado do Paraná para reforçar a necessidade urgente de políticas públicas que possam realmente provocar uma mudança de rumos no modelo de desenvolvimento econômico.

 

O evento, realizado de forma híbrida, sendo que a presencial foi na Câmara dos Deputados, promoveu o encontro com as Frentes Parlamentares Ambientalistas estaduais.

 

O objetivo foi discutir a pauta sobre a Contribuição do Brasil e dos Entes Subnacionais nos Estados para a Implementação da NDC Brasileira (Contribuição Nacionalmente Determinada), principal compromisso internacional do Brasil na área de mudanças climáticas.

 

Indicação para o Governo do Paraná 

 

Para reforçar a necessidade de mudanças urgentes, Goura sugeriu que a Frente Parlamentar Ambientalista do Congresso Nacional faça uma indicação para que o Governo do Estado do Paraná assuma o compromisso efetivo com os seguintes pontos: desmatamento zero; desenvolvimento de políticas públicas que garantam uma transição agroecológica efetiva; e um olhar para as cidades com o objetivo de diminuir as desigualdades.

 

“As cidades paranaenses como as brasileiras em geral, seguem no tom das desigualdades, no tom de soluções que não são baseadas na natureza, de obras que são agressivas à natureza e que não contribuem para que o Paraná e o Brasil tenham ações efetivas e não apenas de propaganda. Ou seja, é uma sustentabilidade baseada na propaganda, baseada no marketing verde. E nós precisamos ir além das palavras vazias, além das palavras verdes”, frisou Goura.

 

 

O Paraná tem muito a fazer

 

Goura falou sobre a Audiência Pública da Frente Parlamentar Ambientalista do Paraná, realizada recentemente, sobre as contribuições do Estado para as emissões climáticas.

 

“Ficou muito claro que o Paraná tem muito a fazer. O estado é responsável por 3% a 4% das emissões de todo o Brasil e 80% a 90% dessas emissões são oriundas da agricultura e do setor do transporte. O que representa a urgência de repensar o modelo de agricultura que temos subsidiado, o modelo de transporte e de cidade que tem sido priorizado em todo o Brasil, especialmente aqui no Paraná”, pontuou.

 

Mudanças são urgentes

 

Goura falou da urgência em adotar medidas que mudem essa realidade.

“A gente tá falando de mudanças que devem ser adotadas para já. O Paraná tem uma forte produção agricultura, mas baseada na monocultura e no grande uso de agrotóxicos. Pesquisadores de universidades aqui do Paraná já publicaram estudos mostrando que a água que nós consumimos aqui está contaminada por agrotóxicos e que isso tem consequências diretas na manifestação de doenças, principalmente o câncer”, disse.

 

A resistência da agroecologia

 

O deputado lembrou que, na contramão do modelo de agricultura adotado, o Paraná já é uma referência na produção orgânica e na agroecologia graças à resistência dos produtores e produtoras.

 

“Mas isso acontece a despeito dos esforços do governador Ratinho Junior é um aliado do governo federal em todas as políticas públicas. E isso acontece porque nós temos sim uma tradição na agricultura familiar e temos uma presença da agroecologia muito forte. Então há uma resistência por parte desses agricultores e agricultoras”, destacou.

 

Nesse sentido, Goura lembrou que é urgente também priorizar o fortalecimento da agroecologia, do sistema agroflorestal e dessa prática que traz mais saúde para os produtores e para os consumidores.

 

Destaque negativo

 

Dados recentes divulgados pelo SOS Mata Atlântica apontam o Paraná com os maiores índices de desmatamento das florestas.

 

“O atual governador é responsável pela liberação desenfreada de PCHs (Pequena Centrais Hidrelétricas) como a gente nunca viu nas décadas anteriores. Nesses quatro anos, foram dezenas de PCHs liberadas com impactos diretos em florestas e remanescentes florestais antigos”, criticou Goura.

 

“A gente sabe que não é destruindo florestas antigas, com a recomposição de áreas degradadas com mudas, que a gente vai conseguir ter uma política pública efetiva que contribua na meta do Brasil para o Acordo de Paris”, completou.

 

Clique no link abaixo e assista a reunião da Frente Parlamentar Ambientalista do Congresso Nacional completa:

 

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