Publicado há 4 meses

Durante a abertura do 5º Workshop de Gerenciamento Costeiro, nesta terça-feira (8), Dia Mundial do Oceano, o deputado estadual Goura (PDT-PR) chamou a atenção dos participantes dizendo que o desenvolvimento do Litoral Paranaense tem que conciliar justiça social com preservação ambiental e que para isso é preciso ter apoio no tripé ciência, controle e participação social.

 

“Enquanto se discutem projetos milionários, como a engorda da praia de Matinhos, a gente tem comunidades, como a de Taquanduva (Guaraqueçaba) e outras, onde você não tem saneamento. Onde as crianças estão passando por surtos de doenças. Falta de água potável em muitas comunidades”, disse. E alertou: “Ou seja, é importante que a gente olhe com muito mais atenção para as prioridades do nosso litoral.”

 

Assista ao vídeo com a fala do deputado Goura na abertura do evento:

O 5º Workshop de Gerenciamento Costeiro foi promovido de forma virtual pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR), por meio núcleo de Paranaguá do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaema), e pelo Centro de Estudo do Mar (CEM) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), com apoio da MARIS – Empresa Júnior de Oceanografia, que é administrada por alunos do curso de Oceanografia.

 

O principal tema do evento foi o problema ambiental da erosão costeira, com destaque para o debate sobre as “Intervenções nos terrenos de marinha em linha de costa: orientações técnico-científicas, base normativa e prevenção de impactos aos usuários diretos”.

 

Confira abaixo o vídeo com a íntegra do evento:

Ciência e política

 

O deputado Goura disse que o Poder Executivo deve pensar as políticas para o Litoral Paranaense a partir de diretrizes científicas. “A ciência deve ser o parâmetro norteador das políticas para o litoral. É preciso reconhecer as especificidades dos sete municípios, que têm fragilidades ecológicas e sociais”, destacou.

 

“Não podemos pensar em desenvolvimento econômico sem contemplar a justiça social com a preservação do meio ambiente. Essas duas coisas têm que caminhar juntas e a ciência deve nortear as ações que envolvem grandes obras”, afirmou Goura.

 

Controle social

 

Para o deputado, a participação das pessoas, das comunidades tradicionais, como a caiçara, indígena e quilombolas, deve ser garantida nas definições das políticas e na definição de obras, especialmente as grandes. “Todos precisam ter voz ativa. Exercer o controle social”, disse.

 

Participação

 

Goura foi crítico ao cobrar que o governo estadual precisa sair do discurso em relação à preservação ambiental. “O Executivo precisa ter uma ação mais efetiva. Tem que ter preocupação com as grandes obras e levar em conta este tripé da ciência, do controle social e da participação.

 

“Diante de todas as mudanças causadas pela crise climática temos que ter uma radical preservação do meio ambiente. Está no texto constitucional, o poder público tem que garantir o direito de termos um meio ambiente equilibrado, além de defendê-lo e preservá-lo”, completou Goura. Ao concluir, o deputado colocou a Comissão de Ecologia, Meio Ambiente e Proteção aos Animais da Assembleia Legislativa, da qual é o presidente, à disposição dos representantes de todas as entidades presentes no evento.