Publicado há 1 mês

Você já imaginou uma escola pública com sistema de captação de água da chuva, placas fotovoltaicas para energia solar, biodigestor para produção de gás, composteira que produz adubo para a horta orgânica, jardim das sensações, bioconstrução, caixas de abelhas mirins e um sistema agroflorestal?

 

Pois essa escola existe e o projeto, que foi premiado pela Organização das Nações Unidas (ONU), é desenvolvido no Colégio Estadual Leôncio Correa, em Curitiba.

 

A iniciativa partiu do professor de Sociologia, Gabriel Portugal Sorrentino, e recebeu apoio da direção da escola. Assim, o projeto “Cultivando Saberes: educação socioambiental para escolas sustentáveis” venceu o Prêmio Nacional do Desafio Escolas Sustentáveis, promovido pela ONU, e recebeu um total de R$ 120 mil, sendo R$ 105 mil em 2020 e R$ 15 mil em 2021, para desenvolver as ações propostas.

 

Nesta terça-feira (19), o presidente da Comissão de Ecologia, Meio Ambiente e Proteção aos Animais da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado Goura (PDT), fez uma visita à escola para conhecer os detalhes da iniciativa.

 

“O que eles estão desenvolvendo aqui é riquíssimo e deve servir de exemplo para todas as escolas do Paraná e do Brasil. É uma grande oportunidade para o Governo do Estado e a Secretaria de Educação discutir a importância da educação socioambiental no currículo escolar”, afirmou Goura ao parabenizar o professor Gabriel Sorrentino e a direção da escola, representada pelo vice-diretor professor Marcelo Hamasaki.

 

 

O projeto

 

As ações começaram a ser desenvolvidas em 2020, primeiro ano da pandemia. “Iniciamos sem os alunos porque estávamos no primeiro ano de pandemia. Então alguns serviços tivemos que contratar e outros nós fizemos com o apoio dos professores, que estão vindo aos poucos”, contou Sorrentino.

 

A proposta, com a volta às aulas, é transformar todo o espaço em uma espécie de sala de aula com a participação ativa dos alunos. Entre as ações desenvolvidas, se destaca a construção do jardim sensorial e um auditório com técnicas de bioconstrução, onde foram utilizados materiais como bambu, telhas ecológicas, adobe e madeira.

 

“São espaços pensados pelos ciclos da natureza – desde o nascimento, desenvolvimento e morte – e pelas estações”, explicou o professor Sorrentino ao citar que uma das ações futuras previstas é a construção de um relógio dos órgãos.

 

Goura ressaltou que esse é um projeto para ser fortalecido e expandido para toda a rede de educação e que precisa ser olhado com atenção pelo Governo do Estado.

 

“Vamos articular uma reunião com a Secretaria de Estado de Educação e com o secretário Renato Feder para discutirmos a expansão e o fortalecimento de projetos como este”, afirmou Goura.

 

“A ideia é incluirmos a Educação Ambiental no Plano Estadual de Educação. Mas é preciso verbas para isso”, acrescentou Sorrentino.

 

Saiba mais sobre o projeto Cultivando saberes aqui.