Publicado há 1 ano

“O cicloturismo no Litoral Paranaense tem um potencial extraordinário para ajudar a promover o desenvolvimento socioeconômico da região. Agora, com a aprovação do projeto de lei, que institui o Circuito Cicloturístico do Litoral do Paraná, isto se tornará uma realidade”, comentou o deputado Goura.

Ele é um dos autores do projeto de lei 170/2019, junto com os deputados Marcio Pacheco e Nelson Luersen, todos do PDT, que foi votado e aprovado em segunda discussão, nesta terça-feira (14), pelos deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Paraná.

Cicloturismo presente

Goura destacou que a bicicleta já tem uma importância grande no litoral e que o cicloturismo também já está presente na região. Segundo ele, a Estrada da Graciosa, as ilhas do Mel e do Superagui e o projeto de cicloturismo desenvolvido pelo Programa Ciclovida da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Antonina, são exemplos.

Sustentável

“Queremos fomentar ainda mais essas iniciativas e com a nova lei poderemos fazer isso de forma sustentável para que o litoral ganhe um caminho de sustentabilidade. Uma verdadeira opção de desenvolvimento equilibrado, sem agredir a natureza, como acontece, por exemplo, na instalação de um porto”, criticou.

Goura explicou que a criação de uma lei específica de criação de circuitos de cicloturismo tem como objetivo incentivar o uso da bicicleta e o turismo ecológico. “Com uma lei assim, podemos promover a valorização da cultura e dos atrativos do litoral do Paraná de uma forma diferenciada. Vamos valorizar também as comunidades locais.”

Confira, clicando na imagem abaixo, a íntegra do PL do Cicloturismo do Litoral:

Deputado Pacheco

Para o deputado Marcio Pacheco, a proposta traz uma série de benefícios para o Litoral Paranaense. “Uma delas é incentivar as pessoas a conhecerem as áreas litorâneas e as belezas naturais da região. É uma proposta que não requer grandes investimentos, mas de ações simples e eficazes para atrair os visitantes, abrindo o caminho para explorar também localidades pouco conhecidas do litoral”.

Outros circuitos são leis

A Assembleia Legislativa já aprovou dois outros projetos que estabelecem os circuitos do Sudoeste e do Alto Iguaçu, que foram sancionadas como as leis Nº 20.068 de 2019 e Nº 19.956 de 2019, respectivamente. “Temos ainda em tramitação o PL 256/19, que institui a Lei do Cicloturismo e o PL 160/19, que cria o Circuito dos Campos Gerais”, informou.

Turismo ecológico

“O turismo ecológico, e em especial o cicloturismo, é uma atividade que cresce em todo o mundo e atende a um apelo de se diminuir os impactos predatórios que o turismo de massa tem causado. Todo o nosso Litoral, do Norte, na divisa com São Paulo, até ao Sul, com Santa Catarina, está repleto de atrações que interessam aos turistas locais, do Brasil e do exterior”, comentou.

Consórcios

A partir deste projeto os municípios poderão se consorciar para o estabelecimento dessas ciclorrotas, que poderão ser formadas por estradas rurais com atrativos naturais e culturais de toda a região”, explicou Goura. Integram o circuito os municípios de Antonina, Guaraqueçaba, Guaratuba, Matinhos, Morretes, Paranaguá e Pontal do Paraná.

Integração

Ele também lembrou que com a possibilidade de criação de consórcios, os municípios do litoral poderão criar cintegração com experiências bem sucedidas de cicloturismo que acontecem na Região do Lagamar, no Litoral Sul paulista, entre as ilhas de Cananeia, Cardoso e Comprida. E do Circuito Costa Verde, no Litoral Norte de Santa Catarina, entre os balneários de Camboriú e Piçarras.

O deputado também disse que o cicloturismo é uma modalidade de turismo com outras características diferentes e que permitem aos seus praticantes ter um contato mais direto com a natureza e com as pessoas nos locais por onde passam. “É um turismo que mistura ecologia, certo tipo de aventura, descobertas culturais e sociais, com o consumo dos produtos locais de forma direta”, explicou.