Mandato Goura

Goura defende trilhas e uso público para conservação e desenvolvimento sustentável das UCs

O deputado estadual Goura (PDT) participou, nesta segunda-feira (11), da abertura do evento “Travessia do Superagui: Aventura, Natureza e Conservação”, em Antonina, promovido pela equipe do Núcleo de Gestão Integrada (NGI) Antonina-Guaraqueçaba do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e que faz parte das atividades do Plano Integrado de Estruturação de Trilhas no litoral de São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

Goura saudou os servidores do ICMBio, parabenizando o trabalho realizado por Camile Lugarini, chefe do NGI Antonina-Guaraqueçaba, na organização do evento, que também contou, na abertura, com a participação de Sônia Kinker, do ICMBio; Camila Schluter Vasconcelos, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA); Rafael Andreguetto, do Instituto Água e Terra (IAT); Daniel R. da Silva, da Fundação Florestal; e Tatiana Nasser, diretora da Secretaria de Turismo do Estado do Paraná.

“É uma honra representar oficialmente a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep)neste evento e aproveito para reafirmar a necessidade de focarmos nossa energia em políticas públicas efetivas de cuidado com a natureza e com a nossa gente”, disse Goura.

O deputado lembrou que é preciso garantir o aporte de recursos para a estruturação do uso público das unidades de conservação, como o Parque Nacional do Superagui, e para que sirvam de ferramenta estratégica para a integração e o desenvolvimento sustentável.

Goura lembrou que a aprovação de leis de sua autoria que incentivam o manejo sustentável da palmeira-juçara, regulamentam a pesca artesanal e oficializam a Rota do Cicloturismo no Litoral, somada à tramitação do projeto para o Sistema Estadual de Trilhas de Longo Curso, estabelece uma estrutura jurídica de proteção baseada no uso direto e responsável dos recursos naturais.

“Essa legislação é fundamental no contexto da proteção ambiental e ajuda a transformar a conservação da biodiversidade em um indutor de renda para comunidades tradicionais e em um motor para o turismo sustentável, garantindo a integridade dos ecossistemas por meio de sua valorização social e econômica”, afirmou Goura.

 

“O bom uso evita o mau uso”

O deputado Goura defendeu a implementação de trilhas como uma estratégia de conservação da natureza, ressaltando que o uso público ordenado é a ferramenta mais efetiva para a proteção das unidades de conservação.

“Foi essa a tese defendida aqui, de que o ‘bom uso evita o mau uso’, estabelecendo que a presença monitorada de visitantes e o manejo técnico dos caminhos constituem uma forma de atuação contra a degradação e as ocupações irregulares”, disse.

Segundo ele, ao transformar o território em um espaço de uso e de educação ambiental, a gestão pública garante a integridade dos ecossistemas.

“A lógica operacional sustenta que caminhos estruturados e abertos à sociedade funcionam como instrumentos de controle territorial e de preservação, além de conscientização”, afirmou.

 

Palestras técnicas

Durante o evento, foi apresentada a estrutura da Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso e Conectividade, iniciativa que integra os ministérios do Turismo e do Meio Ambiente para conectar unidades de conservação brasileiras.

A apresentação detalhou que o projeto se baseia nos pilares da recreação, conservação e geração de emprego e renda, contando atualmente com sete grandes trilhas nacionais, como o Caminho dos Goyazes e a Trilha Velho Chico, que somam mais de 16 mil quilômetros já implementados.

Além das definições técnicas amparadas por portarias e normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas, foi reforçada a visão de futuro da visitação como ferramenta de inclusão social e desenvolvimento sustentável.

Os dados de visitação em unidades de conservação federais projetados para 2025 indicam um crescimento significativo, superando a marca de 28,6 milhões de visitas em 175 áreas monitoradas.

No ranking apresentado, a Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca e o Parque Nacional da Tijuca lideram o volume de público, evidenciando a relevância dessas áreas para o turismo nacional.

 

Para sustentar esse fluxo, o evento também abordou o Protocolo de Manejo de Trilhas (PMT), que estabelece um ciclo contínuo de planejamento, execução, monitoramento e manejo para garantir a capacidade de carga e a preservação das trilhas herdadas e projetadas.

 

Debates e exemplos

A programação técnica da Travessia do Superagui concentrou debates sobre o fortalecimento das redes de trilhas brasileiras no Armazém Macedo, em Antonina.

Camila Vasconcelos (MMA) e Sônia Kinker (ICMBio) apresentaram uma visão geral da conectividade de trilhas no mundo, o histórico da Rede Brasileira de Trilhas e os marcos legais do setor.

No bloco seguinte, os técnicos Geraldo Pereira e Paulo Faria, do ICMBio, discutiram o papel das trilhas como infraestrutura estratégica para a sensibilização ambiental e a proteção dos ecossistemas.

Com foco operacional no planejamento e manejo de trilhas sustentáveis, sob orientação da equipe do ICMBio, houve um ciclo de debates conduzido por Thiago Beraldo e Sara Moraes, sobre governança de trilhas de longo curso, abrangendo manutenção, divulgação e potencial de geração de renda para as comunidades locais.

 

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