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A epidemia de agrotóxicos no Paraná foi tema de uma palestra na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), campus de Francisco Beltrão, mediada pela primeira cientista do mundo a evidenciar a relação entre agrotóxicos e câncer de mama, Carolina Panis.
O evento contou com a presença do deputado estadual Goura (PDT) e da deputada estadual Luciana Rafagnin (PT), que atuam diretamente na pauta da agroecologia, além das professoras Roseli Alves (Unioeste), Elisângela Düsman (UTFPR), do professor Luciano Candiotto (Unioeste), e dos agrônomos Vinicius Coletti (IDR-PR) e Felipe Grisa, do Projeto Semeando Gestão (CCA-PR/Itaipu/Parquetec).
Em Francisco Beltrão, o foco principal foi a agroecologia e as consequências da exposição a agrotóxicos, onde Goura e Luciana Rafagnin apresentaram o trabalho legislativo que estão fazendo na defesa da agroecologia e de políticas públicas mais restritivas ao uso de agrotóxicos.
“A gente teve a oportunidade de conhecer mais sobre as pesquisas que estão sendo feitas nas perspectivas sociais, de gênero e de saúde única, porque têm consequências para a saúde humana e para o meio ambiente, sobre a exposição a agrotóxicos”, disse Goura.
O deputado ressaltou que a ciência paranaense está trazendo dados alarmantes a respeito do uso excessivo de agrotóxicos que envolve contaminação dos rios e da água que vem sendo consumida pela população.
Uma das maiores autoridades no assunto, Carolina Panis, é bioquímica e coordena o Laboratório de Biologia de Tumores da Unioeste em Francisco Beltrão. A sua pesquisa, na qual evidencia a relação entre agrotóxicos e câncer de mama, foi publicada na The Lancet em parceria com Harvard.
“Graças ao deputado Goura e à deputada Luciana, hoje a gente consegue fazer o trabalho que a gente está fazendo, que é o monitoramento da contaminação por agrotóxicos aqui na região. Quem deu visibilidade pela primeira vez para esse tema foi o Goura, quando a gente se conheceu aqui na UTFPR e participou de um debate promovido pela universidade”, relembrou Panis.
Ela lembrou que a questão envolvendo o excesso de agrotóxicos na água da Região Sudoeste foi levantada antes da pandemia da Covid-19.
“O Goura ficou com a antena ligada nisso, ele não sossegou até que eu fui para Curitiba, tive a oportunidade de falar com as pessoas que estavam lá na Assembleia Legislativa sobre isso, e aí eu tive a sorte de nessa conversa já alinhar as questões, os problemas aqui da nossa região com a deputada Luciana”, completou.
A deputada Luciana chamou a atenção também para o cuidado com o descarte das embalagens dos agrotóxicos. “Isso é uma preocupação muito grande. E a gente sabe, tendo esses índices e essa preocupação grande com o nosso Estado, com a nossa Região Sudoeste aqui do Paraná, que é uma das regiões que mais consome agrotóxicos”, afirmou.
Crise climática debatida em Pato Branco
Goura aproveitou a viagem à Região Sudoeste para participar do debate sobre os impactos do El Niño e da crise climática no Paraná, na UTFPR em Pato Branco. encontro reuniu especialistas, gestores públicos, agricultores e lideranças comunitárias para discutir os desafios enfrentados pela agricultura, pelos recursos hídricos e pelas comunidades atingidas por eventos climáticos extremos.
A atividade foi realizada em parceria com o Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI) da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e com a Seção Sindical dos Docentes da UTFPR (SINDUTF-PR).
“Em Pato Branco, a gente teve também um debate de altíssimo nível sobre as mudanças climáticas, sobre a crise climática e o que o Estado do Paraná precisa fazer para criar políticas de adaptação, de proteção e de redução de danos”, afirmou Goura.
Ele destacou também que pode falar sobre os projetos e ações que estão sendo realizadas na Assembleia Legislativa, além de ouvir cientistas, a comunidade indígena de Rio das Cobras, professoras e professores que trouxeram dados importantes que podem subsidiar a preparação das cidades para eventos climáticos extremos.
“Acho que isso tudo dentro dessa circunstância atual de um super El Niño, que pode assolar este ano o Paraná, o Brasil, o mundo, é especialmente importante que a gente tenha uma preparação constante para que as nossas cidades sejam resilientes de fato”, disse.
A mediação do debate foi feita pelo professor da UTFPR, Fabiano Ostapiv. Além do deputado Goura, participaram da mesa o secretário municipal de Agricultura de Pato Branco, Edson Silveira, o professor Mário Tagliari, especialista na temática climática, o presidente da Brigada e da Associação Rio das Cobras, Adelar Felix, o agrônomo Felipe Fontoura Grisa, do Projeto Semeando Gestão (CCA-PR/Itaipu/Parquetec), a agrônoma Elisangela Bellandi, integrante da ASSESOAR, da Rede Ecovida de Agroecologia e da Articulação Paranaense de Agroecologia (APRA), e representantes da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável e do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná).

Veja mais fotos do debae em Pato Branco clicando na imagem abaixo.

Goura é Deputado Estadual em seu segundo mandato e presidente do PDT-PR. Mestre em Filosofia (UFPR), professor de yoga e ativista, consolidou-se como um dos parlamentares mais atuantes do Paraná, com 55 leis aprovadas. Após conquistar o 2º lugar para a Prefeitura de Curitiba em 2020 com mais de 110 mil votos, reafirma seu compromisso com a capital como pré-candidato em 2024. Coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista.











